
O ProShares Bitcoin Strategy ETF (BITO) foi o primeiro ETF de Bitcoin aprovado nos Estados Unidos, lançado em outubro de 2021. Desde então, ele se tornou um marco no mercado financeiro global, oferecendo aos investidores uma forma regulada de se expor ao Bitcoin (BTC) sem precisar comprar ou custodiar diretamente a criptomoeda.
Mas como funciona o BITO? Quais suas vantagens e desvantagens? E será que vale a pena para investidores brasileiros, americanos e europeus?
🔍 O que é o ETF BITO?
- Nome completo: ProShares Bitcoin Strategy ETF
- Ticker: BITO
- Bolsa de negociação: NYSE Arca
- Estratégia: O BITO não compra Bitcoin diretamente. Ele investe em contratos futuros de Bitcoin negociados na CME (Chicago Mercantile Exchange).
- Gestora: ProShares, uma das maiores provedoras de ETFs de estratégias alternativas dos EUA.
Isso significa que o fundo não possui BTC “físico” em carteira, mas sim contratos futuros regulados. Dessa forma, ele busca refletir o desempenho do preço do Bitcoin, ainda que com diferenças pontuais devido ao chamado “contango” (explicado adiante).
✅ Vantagens de investir no BITO
- Regulação: listado na NYSE e supervisionado pela SEC e pela CFTC, garantindo maior proteção ao investidor.
- Acessibilidade: pode ser comprado como qualquer outro ETF, via corretoras americanas, sem necessidade de carteiras digitais ou chaves privadas.
- Exposição indireta ao BTC: ideal para investidores que querem diversificação em cripto sem lidar com exchanges e custódia própria.
- Infraestrutura institucional: usa contratos futuros da CME, que são altamente líquidos e transparentes.
- Possibilidade de hedge: investidores institucionais podem usar o BITO como forma de exposição ou proteção contra variações do Bitcoin.
⚠️ Desvantagens e riscos do BITO
- Diferença do preço do Bitcoin: como o fundo investe em futuros, pode haver discrepâncias em relação ao preço spot (mercado à vista).
- Efeito do contango: quando os contratos futuros vencem, o fundo precisa “rolar” para contratos mais distantes, o que pode corroer retornos em mercados em alta.
- Taxa de administração: 0,95% ao ano — relativamente alta comparada a ETFs tradicionais.
- Exposição indireta: o investidor não tem posse direta do Bitcoin, ou seja, não pode transferir nem usar BTC custodiado.
- Volatilidade: mesmo sendo regulado, segue a forte oscilação do preço do Bitcoin.
📊 Desempenho recente do BITO
- Em 2021, logo após o lançamento, o BITO captou mais de US$ 1 bilhão em apenas dois dias, tornando-se um dos ETFs mais bem-sucedidos da história em captação inicial.
- O desempenho segue as oscilações do Bitcoin: fortes quedas em 2022 com o mercado cripto, e recuperação em 2023-2025 acompanhando a valorização do BTC.
- Em setembro de 2025, o BITO acumula valorização no ano, refletindo o rally do Bitcoin após a aprovação de ETFs spot nos EUA.
🌍 Como investir no BITO
🇺🇸 Investidores americanos
- Podem comprar diretamente via corretoras como Charles Schwab, Fidelity, Robinhood, Interactive Brokers, entre outras.
- O ETF é negociado como qualquer ação listada na NYSE.
🇧🇷 Investidores brasileiros
- Podem acessar via corretoras internacionais que operam nos EUA (ex.: Avenue, Passfolio, Inter Global).
- Outra alternativa é buscar BDRs de ETFs de cripto listados na B3, embora o BITO em si ainda não tenha BDR.
🇪🇺 Investidores europeus
- Conseguem comprar o BITO em corretoras globais com acesso a ativos americanos (como Degiro, Interactive Brokers, eToro).
- Também podem usar ETFs de Bitcoin domicilados na Europa, geralmente ETPs físicos (spot), disponíveis em bolsas como Xetra e Euronext.
🔄 BITO vs ETFs Spot de Bitcoin
Desde 2024, os EUA aprovaram ETFs de Bitcoin à vista (spot ETFs), que compram BTC real. Isso coloca o BITO em desvantagem, já que:
- Os ETFs spot refletem de forma mais fiel o preço do Bitcoin.
- Custos de “rolagem” dos contratos não existem nos spot ETFs.
- No entanto, o BITO mantém relevância como um produto pioneiro e por oferecer exposição via derivativos, o que pode ser interessante para estratégias específicas.
📌 Considerações finais
O ETF BITO foi um marco no mercado financeiro global, abrindo as portas para investidores institucionais e de varejo acessarem o Bitcoin de forma regulada. No entanto, sua estrutura baseada em futuros traz limitações frente aos ETFs spot lançados posteriormente.
👉 Para quem busca exposição simples e regulada ao BTC, o BITO ainda é uma alternativa válida.
👉 Para quem busca fidelidade ao preço real do Bitcoin, os ETFs spot ou a compra direta de BTC podem ser opções mais eficientes.
Em qualquer cenário, é fundamental considerar a alta volatilidade do Bitcoin, manter a exposição em um percentual controlado (geralmente até 5% do portfólio em uma carteira de longo prazo) e diversificar com outros ativos para equilibrar riscos.
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