No mundo ocidental, a cruz suástica é sinónimo de nazismo, mas a verdade é que este símbolo existe há milhares de anos e foi usado como um amuleto da sorte. Agora, alguns tentam recuperar o seu sentido original. De acordo com o portal Zap, na linguagem antiga do sânscrito, suástica significa “bem-estar”. A figura foi usada por hindus, budistas e jainistas durante milhares de anos e associada à religião indiana. “A Coca-Cola usou este símbolo. A Carlsberg também o usou nas suas garrafas de cerveja. Os Boy Scouts adotaram-no e o Girls’ Club of America chamou à sua revista ‘Swastika’. Até mandavam distintivos da suástica para os seus jovens leitores como prémio por vender revistas”, diz o escritor e designer Steven Heller, citado pela BBC. O uso nazi da suástica tem origem no trabalho de académicos alemães do século XIX que traduziam antigos textos indianos e notaram semelhanças entre o alemão e o sânscrito. Então, concluíram que indianos e alemães deveriam ter os mesmos ancestrais e imaginaram uma raça de guerreiros a quem chamaram Arianos. A hakenkreuz (cruz com ganchos, em alemão) negra dentro de um círculo branco e o fundo vermelho da bandeira nazi tornaram-se no emblema mais odiado do século XX, para sempre ligado às atrocidades cometidas no Terceiro Reich. O símbolo foi proibido na Alemanha no fim da II Guerra Mundial e o país tentou, sem sucesso, proibi-lo em toda a Europa no ano de 2007.
Todos amavam a suástica até aos nazis
