O código SOS de Socorro é mundialmente conhecido e tem como finalidade pedir ajudar em qualquer língua. As siglas SOS estão ligadas ao perigo, ao pedido de ajuda e à necessidade de prestar atenção para um acontecimento fora do comum, mas a verdade é que esta sigla, nasceu do Código Morse. Ou seja, trata-se de um acordo do antigo sistema de telégrafo criado por Samuel Morse, em 1835, que combinava pontos e travessões usados na emissão e recepção de mensagens. As letras “S”, no Código Morse, consistam em três pontos, e a letra “O”, consista em três espaços, ou seja, visualmente obteríamos qualquer coisa assim: • • • – – – • • •. Desta forma, a adoção do termo SOS, surgiu para ajudar as pessoas a memorizarem a posição dos pontos e dos espaços. Na gíria, o SOS sempre foi associado a frases como “Save Our Ship” (tradução: Salve o Nosso Navio), “Save Our Souls” (tradução: Salve as Nossas Almas) ou “Send Out Succour” (tradução: envie socorro). Na verdade, estas associações nunca estiveram por trás da criação do SOS, no entanto a associação a estas frases facilitava a memorização do real significado. Como curiosidade, saiba que em janeiro de 1914 foi adotado o TTT como “sinal de emergência” para ser usado pelos navios, em situações que envolvesse perigo na navegação. Durante a Segunda Guerra Mundial, outros códigos foram utilizados para incluir detalhes sobre ataques de embarcações inimigas. Destaques para SSS, QQQ, AAA, Mas, por norma, estes sinais eram enviados em conjunto com o código SOS. O primeiro navio a enviar um SOS, por rádio, foi o Arapahoe, que se encontrava perdido ao norte do continente americano, a 11 de agosto de 1909. O fim do sentido original do SOS aconteceu em janeiro de 1999 quando foi oficialmente retirado o serviço de telegrafia Morse nas comunicações marítimas. A Autoridade de Segurança Marítima da Austrália foi a última a deixar a renunciar oficialmente o sistema.
Porque associamos SoS a perigo?
