Dos chineses aos gregos, dos egípcios aos indianos, quase todas as civilizações antigas já praticavam algum tipo de arte circense há pelo menos mil anos, todavia, o circo como se conhece hoje só começou a tomar forma durante o Império Romano. O primeiro a se tornar famoso foi o Circus Maximus, que teria sido inaugurado no século VI a.C., com capacidade para 150 mil pessoas. A atração principal eram as corridas de carruagens, mas, com o tempo, foram acrescentadas as lutas de gladiadores, as apresentações de animais selvagens e de pessoas com habilidades incomuns, como engolidores de fogo. Na Feira S. João de 1924, o circo foi muito bem representado, para além do “Coliseu Tholia” uma grande companhia de circo internacional, chegou à cidade em seis vagons do caminho de ferro o “Luftman Cirque”, que foi montado à “americana” com todas as comodidades para o público e onde eram apresentados vinte e cinco artistas, sete cavalos, três póneis, cães e macacos. Infelizmente o circo está em decadência e não é só na região, é um fenómeno que vai além das fronteiras nacionais, prova disso é a sua ausência nesta tradicional feira há vários anos. Há quem diga que é porque os espaços e outros custos relacionados com a manutenção do circo são muito elevados e o público já não enche as tendas como antigamente. Outros há que dizem que o circo já perdeu o encanto que outrora teve. Outros é por causa da utilização dos animais… enfim vai-se lá saber o real motivo.
Boas lembranças desta feira com circo
