Os eborenses sempre tiveram muito interesse pela Feira de São João, transformando-a em um dos momentos mais importantes do ano, onde a animação quebrava a monotonia de vários meses de duro trabalho. No distante ano de 1700 a Feira de São João não era ainda uma feira franca, existia um Rendeiro que cobrava o “terradego”, uma taxa que era cobrada pelo terreno onde era instalada uma tenda ou lugar de venda ocupado na feira. Nessa tempo, as tendas eram feitas de “dois paus e de um a outro tinham a largura de uma ripa”. A importância e o interesse pela feira era tal que alguns anos depois, em 1707, por motivos desconhecidos, esta não se realizou, o que desgostou bastante os eborenses que fizeram chegar ao conhecimento de D. Pedro II as suas queixas, tendo o monarca ordenado a Francisco Cordovil de Brito (vedor das feiras e mercados), que se realizasse uma feira franca nos dias 23 e 24 de Agosto do mesmo ano, gozando esta das mesmas liberdades, privilégios e isenções da Feira de São João. No início do Séc. XVIII e com base no Regimento de D. Pedro II, datado de 1700, sabe-se que na feira eram comercializados panos de cor, peças de fio ou de lã, alfamegas, objectos de ouro e de prata, louça de barro e púcaros de Estremoz, fazenda do Algarve, artigos de lã e sumagre, várias espécies de artigos de courama e em cabelo, sola do Brasil, madeiras, miudezas e drogas, cera, pez e fruta.
Em 1707 não houve a Feira de São João
