Quentes e Boas! Não são castanhas assadas mas sim as farturas. Estamos em plena Feira de São João. Quando se pensa nesta feira pensa-se nos carroceis, no algodão doce e também nas farturas. Especialidade portuguesa adaptada dos finos churros espanhóis, mas nós por sermos mais gulosos, é tudo à fartura. Farturas ou churros, simples ou recheados, têm de ter açúcar e canela. Fartura sem esta dupla não é fartura. Não há nada como comer uma fartura diretamente da roulotte das farturas, bem quente, é o cheiro da massa e da canela misturado com o barulho dos carroceis e dos gritos das crianças, são as luzes coloridas da decoração do recinto, ou simplesmente o pó que se levanta do chão recém-molhado, para não incomodar tanto e, o odor do óleo da fritura (que já deveria ter sido mudado há muito, ou não)… Qualquer que seja a razão pela qual gostamos de farturas, não deixem de as comer numa dessas inúmeras roulottes que se multiplicam como cogumelos. Durante muitos anos quis saber como fazer farturas. Via o dono da roulotte fritá-las, com uma seringa gigantesca agarrada com as duas mãos, como se de um guiador de mota se tratasse, e apertada com o ombro, mas não sabia o que levava a massa. É certo, que quem já as comprou na feira, e já olhou para dentro da roulotte viu nas prateleiras os ingredientes: farinha Branca de Neve fina (do rótulo azul) e óleo Fula. Mas seria só isto? Sim, realmente é só isso… e mesmo assim, com uma receita tão simples são simplesmente divinais e uma das muitas tradições da feira.
Farturas
