Mitos e verdades sobre a Idade Média

São Guinefort

As pessoas atiravam as fezes pela janela: Esta é difícil, porque em parte é mito, mas também é verdade. Várias cidades europeias, como Londres em 1309, criaram leis proibindo as pessoas de esvaziar o penico na rua, sob pena de multa. Se foi proibido, é porque o faziam. Mas os castelos tinham casas de banho, assim como as casas mais bem-equipadas, geralmente no porão, e cidades também podiam ter casas de banho públicas. A mesma Londres nessa época tinha 16 delas. Para quem dependia do penico, havia os rios e também recolhedores de esterco, que limpavam as fossas quando enchiam. | Um cão transformou-se em santo: Esta é verdade. Reza a história que um dia, um cavaleiro francês saiu para caçar deixando o seu filho bebé aos cuidados do seu cão, um galgo chamado Guinefort. Ao voltar para casa, encontrou o quarto todo revirado, o cão com sangue na boca e o bebé desaparecido. Em fúria, matou o animal, então ouviu o bebé a chorar e descobriu uma víbora morta ao lado dele. Havia sido salvo pelo cão. Em profunda dor, o cavaleiro fez um túmulo para o cachorro, que se tornou local de peregrinação, um santo protetor dos bebés. A história foi registrada pelo dominicano Estêvão de Bourbon em 1262, condenando o que ele via como superstição popular, tendo a Igreja mandado destruir o altar de “São Guinefort”.

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