Podemos medicar, durante algum tempo, um grupo de indivíduos deprimidos, com um comprimido contendo o princípio activo de um antidepressivo e obter, aquando da avaliação, um outcome positivo isto é, uma significativa melhoria. No entanto, podemos administrar a um outro grupo, com características clínicas semelhantes, um comprimido que mais não seja que um rebuçado ou uma vitamina, sem potencial efeito no humor. Este último grupo, informado de estar a receber tratamento com um fármaco antidepressivo, poderá apresentar, também, melhoria clínica. Este será o tal efeito placebo: efeito da recuperação espontânea, efeito directo da sugestão? Os estudos sucedem-se, à procura de explicações cada vez mais sólidas para o que continua um mistério.
O Efeito Placebo
