Origem e Evolução das Feiras – Actu VII

Potes de barro

Terminamos ontem o capítulo da origem e evolução das feiras falando sobre as “feiras francas” e comentando que este certame eborense é uma das mais antigas dessas feiras ainda em funcionamento e tudo se deveu a D. Dinis. No seu reinado que foi de 1279 a 1325, activou-se o impulso dado anteriormente. As regiões de Entre Douro e Minho, a Beira e até o nosso querido Alentejo cobriram-se de feiras, nomeadamente “feiras francas”. Uma vez que as condições de circulação, os perigos dos caminhos, assim como as prisões por dívidas poderiam comprometer o sucesso das feira, tornou-se quase obrigatória nas cartas de feira a introdução da fórmula que “todos aqueles que veerem a essa feyra per razom de vender ou de comprar sejam seguros d’ida e de vynda que nom sejam penhorados en meu reyno por nenhuua divyda que devam en aqueles dias en que durar essa feyra nem en dous dias que veerem primeyros des que sayr essa feyra senom por aquelas dividas que forem feytas em essa feyra”. Era bom esse tempo, com o pretexto do sucesso das feiras o caloteiro (e não só) podia circular tranquilamente. Enfim, por enquanto ficamos por aqui mas na edição de amanhã do Sete Minutos aqui na Feira de São João voltaremos com mais assuntos interessantes sobre as origens e evolução das feiras.

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