Um grupo de cientistas encontrou, no Brasil, os restos mortais de um raro morcego de duas cabeças – algo que só tinha sido observado duas vezes. Quando o investigador Marcelo Rodrigues Nogueira, viu os “gémeos” pela primeira vez, ficou “completamente atónito”, escreveu num e-mail enviado à Live Science. “Eu já manipulei muitos morcegos na minha carreira, alguns com características morfológicas impressionantes, mas nenhum foi tão surpreendente como este”, destacou o principal autor do estudo publicado na revista Anatomia Histologia Embryologia. Apenas dois outros pares de morcegos gémeos unidos foram relatados na literatura científica, um em 1969 e outro em 2015. Embora não se saiba exatamente o que faz com que os gémeos idênticos nasçam unidos, o fenómeno é conhecido por ocorrer quando um ovo fertilizado se divide muito tarde. Se um ovo se separa quatro a cinco dias após a fertilização, formam-se dois gémeos idênticos separados. Mas, se a divisão não ocorrer entre 13 a 15 dias após a fertilização, o ovo fertilizado separa-se apenas parcialmente e os gémeos nascem unidos.
Um morcego com duas cabeças
