Todo o santo dia a bichona passava por uma certa obra. E era só o mariconço passar por lá que o servente gritava de cima do andaime: «Larilas, borboleta, sua bicha…». O maricas ficava irritado e respondia à letra: «Trolha, ignorante, seu analfabeto…». E era isso todos os dias, mariconço para lá, trolha para cá. Então, chegou o Carnaval. O mariquinhas comprou uma fantasia de enfermeira, bem justa. Pintou-se, penteou-se, enfeitou-se toda e saiu para ir para o baile de carnaval. Quando passou em frente à obra, lá estava o servente em cima do andaime. Quando ele viu a enfermeira do outro lado, reconheceu logo quem era e abriu a boca para gozar com o pobre maricas, mas percebeu que até que tinha ficado bem vestido de enfermeira. Então, encheu os pulmões de ar e gritou: «Boneca!!!». Ela não aguentou a emoção. Virou-se para o servente em cima do andaime, abriu os braços e gritou, morrendo de felicidade: «Arquiteto!!!»
A bicha, o trolha e a fantasia de Carnaval
