Duas noviças foram à praça fazer compras para a cantina do Convento. Com elas ia uma velha freira que era surda como uma porta! A propósito da carestia da vida, uma noviça lamentou com a outra: “Ai, Irmã, os preços dos géneros alimentícios não param de subir! Olhe que, na semana passada, quando aqui estive com a Irmã Doroteia, comprámos pepinos deste tamanho (estendeu o braço direito e, com o dedo indicador da mão esquerda, exemplificou o comprimento dos pepinos) a metade do preço a que estão hoje!”. Responde a outra noviça: “A quem o diz, Irmã! Olhe, e eu quando aqui estive há três semanas, os pepinos que comprámos ainda eram maiores, assim (e exemplificou com igual gesto a dimensão da verdura), e muito mais baratos!”. A velha freira surda, que tinha estado a observar toda aquela mímica das noviças, dá um toque com o cotovelo no braço de uma delas e baixinho, perguntou: “De que padres é que estão a falar?”.
As noviças têm que ter cuidado com a mimica
