O Alberto, alentejano de gema ali das bandas de Moura, comprou um cavalo a um cigano, mas o cavalo não andava de maneira nenhuma. Ele voltou lá na tenda do cigano para reclamar, mas o cigano apenas lhe passou algumas instruções: “Mê shinhori, o cavalito anda sim, mas precisa de duas palavras mágicas. Para andar vocemessê deve dizer “Porra” e para parar deve dizer “Merda”. O alentejano agradeceu as orientações e foi logo todo contente testar as palavras mágicas. Encheu a peitaça de ar e disse bem alto: “Porra!”. E o cavalo saiu disparado. O Alberto gritou novamente: “Porra”. E o cavalo acelerou ainda mais… mas o Alberto avistou uma placa com o alerta: “Cuidado, precipício!”. Apavorado o alentejano não se lembra imediatamente da palavra mágica para parar o cavalo, mas ao chegar mesmo à beira do precipício ele tem a sorte de gritar no desespero: “Merda!!!”. E eis que o cavalo para imediatamente, isso a alguns centímetros da berma do enorme precipício. O Alberto respira aliviado, limpa o suor da testa com a costa da mão e diz: “Porra…”.
Cigano vende cavalo com instruções especiais
