D. Dinis, o sexto rei de Portugal (1279-1325), nascido em Lisboa, conhecido como o Rei Trovador ou o Rei Lavrador. Era filho de Afonso III e da sua segunda esposa, Beatriz, e neto de Afonso X de Castela. Casou-se com Isabel de Aragão, chamada a Rainha Santa. Foi essencialmente um rei administrador e não guerreiro, pois embora se tenha envolvido na guerra com Castela (1295), desistiu dela em troca das vilas de Serpa e Moura. Adotou o vernáculo nos documentos oficiais e fundou a primeira universidade do país, que funcionou entre Lisboa e Coimbra. Poeta e protetor de trovadores e jograis, também foi apelidado de O Rei-Poeta ou O Rei-Trovador pelas cantigas que compôs e pelo desenvolvimento da poesia trovadoresca a que se assistiu no seu reinado. E foi, certo dia em 1300 que o nosso bom rei D. Dinis acordou, sentou-se no seu majestoso trono e disse em alto e bom som a todos os seus servos: “Servos meus, a criatividade invade-me e para dela fazer jus, a partir de hoje somente pedirei as coisas neste castelo fazendo rima com os nomes dos meus servos”. Desde então tudo que o que D. Dinis pedia aos seus servos era em forma de rima. Num belo dia de primavera, um sábado, para sermos mais precisos, o famoso dia de tomar banho, majestosamente o Rei D. Dinis chamou três dos seus cervos e disse: “Manuela, vem aqui e lava-me a minha canela”. Canela foi muito bem lavada, o Rei disse: “José, vem aqui e lava-me o pé». O José lavou, magnificamente, o pé do Rei que de imediato disse: “Carvalho, … ei Carvalho, óh Carvalho volta já aqui, não fujas…”.
D. Dinis, o famoso Rei Trovador e Poeta
