Foi realizada uma competição entre a equipas de Remo do Japão e de Portugal. A competição inicia-se, mas o resultado não foi favorável para a nossa equipa… Chegamos com uma hora de atraso em relação aos japoneses. Indignados, foram feitas várias reuniões para averiguar a causa da derrota. Assim ficou o resumo do relatório que fazia a comparação das equipas: Japão (1 Chefe de Equipe, 10 Remadores). Portugal (10 Chefes de Equipe, 1 Remador). Descoberto o grande erro, a equipa portuguesa foi remodelada para a próxima competição. Porém, perdemos novamente e, dessa vez, o nosso atraso foi de 2 horas. Mais uma vez foram convocadas reuniões e viagens para o estudo das causas. Segue o resumo: Japão (1 Chefe de Equipe, 10 Remadores). Portugal (1 Chefe de Equipe, 3 Chefes de Departamento, 6 Auxiliares de Chefia, 1 Remador). Mais uma vez, o erro foi identificado e uma nova equipa foi montada… Tudo foi levado em conta: resizing, downzing, GQT e ainda a opinião de economistas, conceitos de modernização e globalização passaram a ser considerados… Porém, na hora da competição, Portugal chegou com 3 horas de atraso. Mais reuniões, etc, etc, etc… Foi feito outro levantamento… Japão (1 Chefe de Equipe, 10 Remadores). Portugal (1 Chefe de Equipe, 3 Chefes de Departamento, 2 Analistas de O&M, 2 Controllers, 1 Auditor Independente, 1 Gerente de Qualidade Total, 1 Remador). Depois de muitos argumentos e discussões, chegaram à seguinte conclusão definitiva: o problema era, claro e evidente, do remador, que, com certeza, por culpa de influência do Sindicato e por causa de sua falta de treinamento generalista não era capaz de exercer a sua atividade com eficiência. A solução era evidente, privatizar ou terceirizar e/ou contratar um remador que não vinculo com a Federação Nacional de Remo.
Estratégia competitiva portuguesa…
