Dois lisboetas vão ao Alentejo à caça, caminhavam os dois, lado a lado, quando um dá um tiro numa lebre. A lebre ferida corre e desce numa inclinação de terreno, os dois lisboetas corem atrás da lebre e quando chegam à inclinação de terreno olham para baixo e veem um alentejano a lavrar com um burro. Eles olham, olham, mas não viram a lebre em parte nenhuma e foram ao pé do alentejano e perguntaram-lhe: “Óhhh compadre, não viu práqui uma lebre?”. Responde o alentejano: “O quê, o meu burro, ahhh ele está bom?”. Diz um lisboeta: “Não é o burro, é uma lebre que correu práqui…”. E diz o alentejano: “O burro? Sim já tomou o remédio?”. Diz o outro lisboeta: “Vamos mas é embora que o alentejano é maluco”. Um dia mais tarde os dois lisboetas vão à caça para o mesmo sítio e viram o mesmo alentejano. Diz então um lisboeta para o outro: “Olha o alentejano do burro, vamos gozar com ele?”. Quando chegam perto do alentejano, diz um: “Óhhh compadre, então o seu burro está melhor?”. Responde o alentejano: “O quê, a lebre com feijão branco? Tava uma maravilha…”.
Os lisboetas, o alentejano, o burro e a lebre
