Os novos donos disto tudo vieram com a família

Rei e Rainha

“Primeiro vimos marido e mulher sentados à mesa do Conselho de Ministros e encolhemos os ombros. Depois vimos a filha juntar-se ao pai no mesmo Governo e franzimos o sobrolho. Nessa altura fomos olhar melhor. Foi então vimos que a mulher do ministro das Infraestruturas era chefe do gabinete do secretário de Estado dos assuntos parlamentares. Que a mulher deste secretário de Estado foi nomeada para gerir um fundo que vai distribuir 160 milhões de euros em ano eleitoral. E que esse mesmo secretário de Estado tem como assessor o filho de um deputado socialista. Que o irmão da secretária geral-adjunta do PS é secretário de Estado e que a sua mulher é, vejam lá, a assessora do gabinete do primeiro-ministro e secretário-geral do PS. Que o marido da ministra da justiça fora nomeado para renegociar a concessão do terminal de Sines pela ministra do Mar, a tal que é mulher do ministro da Administração Interna. Isto, no mesmo governo em que, no ministério do Ambiente a mulher do ministro foi chefe de gabinete de um seu secretário de Estado, mas só até se divorciarem. Já a mulher do ex-secretário de Estado da Defesa é chefe de gabinete da ministra da Cultura e o seu irmão é vogal da direção da Movijovem. Tudo isto no partido que tem como presidente Carlos César, o político que nomeou a mulher para cargos públicos nos Açores e que têm um filho deputado regional e uma nora chefe de gabinete numa secretária regional”. Porra, mas que grande enredo! Faz lembrar aquela história do filho que se casou com a mãe da sua madrasta… o prolema é que nesta “história humorística” relatada pelo jornalista José Manuel Fernandes, os prejudicados são mais que uma simples família, somos todos nós, os gloriosos otários portugueses.

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