Esta história aconteceu há uns anos, quando, na sequência de certos episódios menos felizes na vida política de José Sócrates, o então Primeiro-Ministro decidiu ir à bruxa. A vidente concentra-se, fecha os olhos e diz: “Vejo o senhor a passar numa avenida, num carro aberto e em toda a volta uma enorme multidão acenando”. José Sócrates, curioso, pergunta: “Essa multidão está feliz?”. A vidente responde: “Sim, o povo está feliz como nunca!”. O político já a ficar mais entusiasmado com a visão do futuro pergunta: “E eles vão a correr atrás do carro?”. E continua a vidente com as suas visões: “Sim, vejo muita gente à volta do carro. Os polícias até estão com dificuldades em abrir caminho”. O político já a ver a vida a mudar para melhor questiona: “E eles levam bandeiras?”. O responde a vidente: “Sim, bandeiras de Portugal e faixas com palavras de esperança e de um futuro melhor, em breve”. Sócrates, não acreditando em tanta sorte, pergunta: “Eles gritam e cantam?”. Responde a vidente já a deixar o Sócrates em êxtase: “Gritam frases de esperança, dizem que agora sim o país vai melhorar!”. Continua o político já eufórico: “E eu, qual é a minha reação?”. A bruxa lamenta-se: “Isso não dá para ver!”. Espantado o politico pergunta: “E por que não?”. Ao que a vidente responde: “Porque o caixão está lacrado!”.
Quando José Sócrates foi à bruxa
