Quando o suspense pode ser assustador

Todor Jivkov

Certo dia, mas em tempos que já lá vão, Todor Jivkov estava a presidir a uma reunião do Partido Comunista da Bulgária quando de repente toca o telefone direto com o Kremlin. Faz-se silêncio absoluto na sala. Jivkov atende, dizendo: “Boa tarde, sim, camarada Brejnev… sim… sim… claro que sim, camarada Brejnev…”. Entretanto nas caras dos presentes há sorrisos, gestos afirmativos e de satisfação. Mas, de repente, ouvem Jivkov dizer: “Não, camarada Brejnev, de maneira nenhuma…”. Uma inquietação geral para sobre a sala, expressões de angustia e temor. E ao telefone o líder búlgaro continua: “Por favor, claro que não, camarada Brejnev…”. Alarme geral, embora silencioso, no plenário. Todos olham intensamente para Jivkov, tentando perceber o que se passa. E a conversa continua: “Repito que não camarada Brejnev… de forma alguma!”. Os presentes estão realmente à beira de um ataque de nervos quando Jivkov desliga o telefone, olhas para os seus camaradas e diz: “O camarada Brejnev estava a perguntar se nos tinha incomodado…”. A tranquilidade e a harmonia volta aos rostos de todos…

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