Zé das Couves, alentejano natural de Cabeça Gorda, compareceu no Centro de Emprego em Beja para ver se havia alguma oportunidade de emprego para ele. Ao chegar, viu um cartaz que dizia: “Precisa-se de Assistente de Ginecologista”. Foi ao balcão e perguntou: “Pode dar-me mais informações sobre este trabalho?”. O funcionário, simpaticamente, disse-lhe: “Com certeza. O trabalho consiste em preparar as pacientes para o exame. O senhor deve ajudá-las a despir-se e lavar cuidadosamente as suas partes genitais. Depois terá que fazer depilação púbica com creme de barbear e uma Gillette nova. A seguir terá que esfregar, gentilmente, óleo de amêndoas doces, de forma a que as pacientes estejam prontas para ser observadas pelo ginecologista. O salário mensal é de 2.500 Euros. Mas o senhor tem de ir até Odemira”. O Zé, visivelmente interessado pela vaga, questiona: “Mas o local de trabalho é lá em Odemira?”. O funcionário esclarece: “Não, a clinica é aqui em Beja, mas é lá que está o fim da fila…”.
Relatos de um alentejano desempregado
