Rogério Charraz na feira

Rogério Charraz

Na noite de ontem, o palco principal da feira, localizado como é tradição, no Jardim Público, recebeu Rogério Charraz. O publico eborense também acolher calorosamente o lisboeta. Depois de mais de uma década a trabalhar em projectos colectivos, Rogério Charraz editou em 2012 o seu primeiro disco em nome próprio: A Chave. E foi a chave que abriu a porta do reconhecimento do público e dos seus pares: seis temas em séries e novelas televisivas (Pai à Força/RTP, Sol de Inverno/SIC e Louco Amor/TVI), disco oficial Antena 1 e a participação especial de nomes como Rui Veloso, José Mário Branco, ou Fernando Tordo. A fasquia ficou elevada, mas Espelho, o seu segundo trabalho de originais editado em 2014, esteve à altura das expectativas. Novamente disco Antena 1 e com presença em novelas televisivas, o disco voltou a contar com duetos muito especiais com Rui Pregal da Cunha (Heróis do Mar), Luanda Cozetti ou Dany Silva. A revista especializada Blitz atribui-lhe 4 estrelas. Do percurso fazem parte momentos como o Prémio Ary dos Santos (Festival Cantar Abril, Almada), a participação no disco “Em Busca das Montanhas”, de Fausto Bordalo Dias, a participação na canção dos 80 anos da Rádio Pública ou a participação na nova versão de “Ser Benfiquista”, hino do Sport Lisboa e Benfica, por ocasião do 111º aniversário do clube. Em 2016 a guitarrista Marta Pereira da Costa inclui o tema Encontro no seu disco de estreia. Composto por Rogério Charraz, o tema conta com a participação do lendário baixista de Jazz Camaronês Richard Bona! Também em 2016 é editado “Não tenhas medo do escuro”, o disco de maturidade que é classificado assim pela Blitz: “Há poucos meses dei conta de como a música de Rogério Charraz, está sempre a crescer e já chega para fazer dele um dos mais importantes nomes da música nacional. Charraz está aqui a cantar ainda melhor, a fazer-se rodear de excelentes letristas – com destaque para José Fialho Gouveia, que assina boa parte das letras – e, com as suas referências tutelares sempre presentes (Rui Veloso, Fausto, Jorge Palma, Sérgio Godinho…) está cada vez mais a afinar uma música onde também há espaço para o fado (com a guitarra portuguesa de Marta Pereira da Costa e Bernardo Couto e Katia Guerreiro, mesmo esta num dueto que não é fado), o cante alentejano, o reggae ou a música tradicional minhota com cheirinho a Brasil (o magnífico “Coração em Desvario”).

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