Sou o Toi Alberto, também conhecido por Tóbé, não vou revelar a idade porque é coisa pessoal, e apesar desta alcunha amaricada sou muito macho e a prova disso é que não depilo o peito quando vou a Armação de Pêra em Agosto e sou do Benfica. Desde pequeno que senti que era heterossexual. Ainda estava na escola primária e já só pensava nos bicos das mamas da professora e em ler a parte mais erótica da Revista Maria que a minha mãe comprava religiosamente todas as semanas, para praticar…
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Crónicas de Ivan Valério: O toureiro moderno
Crónicas de Ivan Valério: A vendedora ambulante de preservativos
O meu nome é Odete Bailão mas não sei bailar nem as músicas do Emanuel nos bailes de Verão, tenho entre os 55 e os 69 anos, sou sócia do INATEL desde os 18 anos e sei fazer um ensopado de borrego à pastora muito bom. Bom, fui peixeira em Beja durante quase vinte anos. Mas aborreci-me daquilo. Em primeiro lugar o cheiro do peixe era uma tourada para me sair das mãos! Quantas vezes não cheguei a estar a comer frango assado e a boca a saber-me a douradas?…
Ler maisCrónicas de Ivan Valério: O mediador de bêbedos
Carlos Pipa, 32 anos, nasci numa ambulância marca Mercedes entre Serpa e Beja e gosto de jogar jogos no telemóvel e comer pistácios com casca da marca do Lidl. Foi muito cedo que o mundo da mediação de conflitos entrou na minha vida. Um dia na escola tive que convencer um grupo de dez rufias a não me partir a boca, dei uma pastilha gorila de banana com cromo a cada um e resultou. A partir daí fiquei com o bichinho da mediação e não mais parei. Inicialmente comecei a…
Ler maisCrónicas de Ivan Valério: O Natal de 2020
O Natal 2020 fez-me sentir saudades de outros Natais antes do COVID. Senti falta das meias brancas das raquetes que a tia Luísa oferecia sempre. E das cuecas azuis da tia Natércia oferecidas com a desculpa de darem sorte no ano novo. Que saudades da prima Marta escondida na marquise comendo doces com uma colher de servir sopa. E do avô Bento já com um copito a mais que deixa cair a dentadura em cima do pudim Molotof a meio de uma gargalhada enquanto vemos o Sozinho em Casa na…
Ler maisCrónicas de Ivan Valério: A coscuvilheira moderna
O meu nome é Adélia Valério, nasci há 67 anos no Bairro da Salúquia em Moura e desde que me reformei, aos 55 anos, com uma dor nas costas que me dedico à coscuvilhice a tempo inteiro. Mas a coscuvilhice já não é o que era! Antigamente a gente punha-se à esquina e controlávamos o bairro de alto a baixo, desde lá de baixo da ponte até cá acima à taberna do Caetano. Mas os tempos mudaram. Há uns três, quatro anos, para sobreviver, fui obrigada a pedir ao meu…
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