Manuel Silva, 67 anos, nascido e criado com sopas de pão e vinho branco Pega Rija na aldeia de Alqueva. Gosto de ver o canal Caça e Pesca sentado no sofá enquanto bebo cervejas de lata da Cergal. Estou muito ligado ao rio Guadiana, gosto de gaspacho com saramugos fritos, achigãs grelhadas com batatas e brócolos cozidos, carpa assada no forno e caldeirada de barbos e lucioperca com muita cebola. Desde que me reformei que dedico a minha vida ao paredão da barragem de Alqueva. Deixo a minha mulher em…
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Crónicas de Ivan Valério: O homem sem tatuagens
Carlos António Feijão (DJ Bean), nasci em 1977 perto de Santo Aleixo da Restauração, concelho de Moura, num momento em que a minha mãe lavava roupa na ribeira com sabão azul e branco. Graças ao facto de ter nascido na ribeira aprendi a nadar muito cedo e com 18 anos passei o Guadiana a nado e instalei-me em Évora, para trabalhar num call center da MEO onde vendia fibra ótica telefonicamente. Os senhores podem achar estranho fibra ótica no Alentejo no ano de 1995, mas escavações arqueológicas na região encontraram…
Ler maisCrónicas de Ivan Valério: O organizador de festas para heterossexuais
Sou o Toi Alberto, também conhecido por Tóbé, não vou revelar a idade porque é coisa pessoal, e apesar desta alcunha amaricada sou muito macho e a prova disso é que não depilo o peito quando vou a Armação de Pêra em Agosto e sou do Benfica. Desde pequeno que senti que era heterossexual. Ainda estava na escola primária e já só pensava nos bicos das mamas da professora e em ler a parte mais erótica da Revista Maria que a minha mãe comprava religiosamente todas as semanas, para praticar…
Ler maisCrónicas de Ivan Valério: O toureiro moderno
Crónicas de Ivan Valério: A vendedora ambulante de preservativos
O meu nome é Odete Bailão mas não sei bailar nem as músicas do Emanuel nos bailes de Verão, tenho entre os 55 e os 69 anos, sou sócia do INATEL desde os 18 anos e sei fazer um ensopado de borrego à pastora muito bom. Bom, fui peixeira em Beja durante quase vinte anos. Mas aborreci-me daquilo. Em primeiro lugar o cheiro do peixe era uma tourada para me sair das mãos! Quantas vezes não cheguei a estar a comer frango assado e a boca a saber-me a douradas?…
Ler maisCrónicas de Ivan Valério: O mediador de bêbedos
Carlos Pipa, 32 anos, nasci numa ambulância marca Mercedes entre Serpa e Beja e gosto de jogar jogos no telemóvel e comer pistácios com casca da marca do Lidl. Foi muito cedo que o mundo da mediação de conflitos entrou na minha vida. Um dia na escola tive que convencer um grupo de dez rufias a não me partir a boca, dei uma pastilha gorila de banana com cromo a cada um e resultou. A partir daí fiquei com o bichinho da mediação e não mais parei. Inicialmente comecei a…
Ler maisAula de inglês para frases habituais
If you don’t doors well you are here you are eating (Se não te portas bem tás aqui tás a comer) | Put yourself in the eye of the street (Põe-te no olho da rua) | I’ll make you into an eight (Faço-te num oito) | Put yourself at stick (Põe-te a pau) | I’m catching drought (Estou a apanhar seca) | Unstop me the store (Desampara-me a loja) | Give wind to the shoes and split-yourself (Dá corda aos sapatos e pira-te) | Put yourself at miles (Põe-te a…
Ler maisRetrospetiva de 2020, segundo o Google
Janeiro: Onde fica Wuhan? Os chineses comem morcegos? | Fevereiro: Como matar o vírus? O que é uma pandemia? Portugal está imune ao Coronavirus? | Março: O que é “lockdown”? O que é “Estado de emergência”? Regras básicas de Home Office. Promoção de pijamas. Como desinfetar batata doce? O que é um passeio higiénico? | Abril: Efeitos de cheirar muito álcool gel. Como fazer pão? Receita de brownie do Jamie Oliver. Receita de tarte de limão. Como treinar em casa? Como gastar alegremente todo o meu dinheiro na Fnac, no…
Ler maisCrónicas de Ivan Valério: A coscuvilheira moderna
O meu nome é Adélia Valério, nasci há 67 anos no Bairro da Salúquia em Moura e desde que me reformei, aos 55 anos, com uma dor nas costas que me dedico à coscuvilhice a tempo inteiro. Mas a coscuvilhice já não é o que era! Antigamente a gente punha-se à esquina e controlávamos o bairro de alto a baixo, desde lá de baixo da ponte até cá acima à taberna do Caetano. Mas os tempos mudaram. Há uns três, quatro anos, para sobreviver, fui obrigada a pedir ao meu…
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